sábado, 8 de outubro de 2016

nascer do sol.

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Se há uma coisa que não consigo compreender nesta sociedade é o facto de o nascer-do-sol ser tão pouco valorizado.
Encontro carradas de fotos do pôr-do-sol nas redes sociais com frases lamechas de músicas conhecidas, mas e o nascer-do-sol? Deve-se sentir renegado, coitadinho.
Eu compreendo que vejam um grande significado quando o sol se põem. Aliás, é o fim do dia, de mais um outro que vivemos na nossa vida. O fim de umas memórias temporárias de 24h ou de memórias para todo o sempre. O fim de um dia feliz, o fim de um dia trágico... O fim de algo é bastante profundo, mesmo que seja o fim de um mísero dia.
Mas e o começo de algo? Não é igualmente profundo, igualmente importante? 
O nascer-do-sol simboliza o começo do dia, uma chance de recomeçares, de fazeres as escolhas certas hoje.
O começo é tão ingénuo, porque tu não sabes o que pode acontecer. Nesse dia que está apenas a começar, ele pode ter escondido dezenas de segredos novos, bons acontecimentos, maus acontecimentos, o teu fim, tanta coisa. O começo é cheio de surpresas. 
Ninguém dá valor ao começo, visto que o ser humano tem a mania de ficar agarrado ao fim. O que não é nada agradável, porque o fim de algo também acolhe muita tristeza. O começo acolhe, sem dúvida, muita felicidade, excitação, novas sensações ou sensações já velhas que gostamos de sentir (claro que depende do que propriamente está a começar).
Com isto tudo, quero fazer-vos entender que devíamos dar mais valor ao pôr-do-sol, não só por ser uma das coisas mais belas da natureza, mas pelo seu profundo significado.

Deixem o melancólico fim para lá.
Até à próxima,
                                      Sofia



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